É a primeira vez que o moderno caça F-22 participa de um conflito (USAF)

É a primeira vez que o moderno caça F-22 participa de um conflito (USAF)

A Força Aérea dos EUA (USAF) enviou ao congresso em Washington na última semana uma pré-solicitação para modernizar os caças Lockheed Martin F-22 Raptor, um dos jatos de combate mais avançados do mundo – se não o mais avançado.

O programa de atualização da aeronave é chamada pela USAF de ARES, acrônimo em inglês para Advanced Raptor Enhancement and Sustainment (Aprimoramento Avançado e Sustentação do Raptor). O nome também é uma referência a divindade Ares da mitologia grega, o deus da guerra.

A proposta da USAF disponível no site de compras governamentais dos EUA aponta que o serviço de atualização dos Raptor deve ser concedido exclusivamente à Lockheed Martin, caso seja aprovado.

“O contrato proposto irá satisfazer os requisitos de futuras modernizações, gestão empresarial e requisitos selecionados de sustentação para melhorar a eficiência dentro do programa F-22”, diz o texto da proposta enviada pela USAF, que espera receber uma resposta do congresso americano até junho de 2021.

A USAF ainda não definiu quais serão os requisitos incluídos no programa F-22 ARES, tampouco o custo esperado para a condução dos trabalhos e o número de aeronaves que serão modernizadas. A frota americana possui um total de 195 caças Raptor.

Introduzido na força aérea dos EUA em 2003, a frota de caças F-22 vem sendo submetida a atualizações contínuas, incluindo aviônicos aprimorados, sistemas de suporte atualizados e novos sistemas de mísseis ar-ar e de ataque ao solo.

O F-22 pode voar a mais de 2.400 km/h sem ser detectado por radares (Rob Shenk – Wikimedia Commons)

O programa F-22 foi descontinuado em 2011 pela Lockheed Martin, que a partir de então passou a focar no desenvolvimento do F-35 Joint Strike Fighter. Apesar disso, os Raptor ainda mantém uma posição estratégica no arsenal dos EUA, apreciado por sua capacidade furtiva (“invisível” aos radares) e alto desempenho, superando as performances do F-35.

Diferentemente do F-35, que hoje opera em diversos países aliados dos EUA, a exportação do F-22 é proibida por lei, mesmo para os maiores parceiros de Washington.

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