O Ministério da Defesa da Rússia divulgou recentemente um vídeo mostrando o novo caça Sukhoi Su-57 numa situação no mínimo incomum. Nas imagens, um piloto aparece no controle do jato militar sem o habitual canopi, a “capota” da aeronave, totalmente exposto ao ambiente externo.

Segundo a Scramble Magazine, o voo do caça sem a cobertura na cabine é um “teste de habitabilidade do cockpit” e serve para avaliar o procedimento de ejeção de emergência do piloto, que no vídeo parece estar vestindo um traje pesado para se proteger do vento e o frio.

O teste inusitado foi conduzido pelo Chkalov State Flight Test Center, que recentemente completou 100 anos de atividades. O centro é responsável por testar aeronaves russas novas ou atualizadas, bem como novos sistemas de armas e equipamentos de aviões militares.

O ensaio realizado com o Su-57 sem o canopi é relativamente comum durante o desenvolvimento de aeronaves de combate. Outros exemplos de caças que foram submetidos a esse teste no passado são o Panavia Tornado e o lendário Grumman F-14 Tomcat.

Panavia Tornado voando sem o canopi
Panavia Tornado voando sem o canopi

Há também casos em que pilotos de caça experimentaram essa situação por acidente. Em janeiro de 2019, dois pilotos da força aérea de Israel enfrentaram um voo desagradável quando a cobertura do cockpit de seu F-15 Eagle se desprendeu repentinamente. Os aviadores, voando a 30.000 pés (9.144 metros) de altitude, foram instantaneamente expostos a temperatura de -45° Celsius, ventos com a força de um furacão e o ruído ensurdecedor dos motores.

Em outro incidente ocorrido no ano passado, um civil que voava em um caça Rafale da força aérea francesa acidentalmente acionou a alavanca de ejeção durante a decolagem, fazendo-o voar para do avião e cair de paraquedas. O piloto conseguiu pousar o jato em segurança, mesmo sem o canopi.

Grumman F-14 Tomcat voando sem o canopi
Grumman F-14 Tomcat voando sem o canopi

Uma situação semelhante também aconteceu em março deste ano com um Super Tucano da Força Aérea Brasileira, quando um tripulante supostamente acionou por engano o assento ejetor e foi lançado para fora da aeronave e caiu de paraquedas no mar, em Natal (RN). Na ocasião, o piloto manteve o controle do avião e conseguiu pousar em segurança na base aérea de Parnamirim.

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