Dois únicos Airbus A350 da Azul não têm mais voos programados a partir de 23 de janeiro

Maior aeronave da companhia aérea brasileira tem sido alvo de rumores sobre desativação por conta do alto custo operacional
Airbus A350-900 da Azul (Rafael Luiz Canossa)

A história do Airbus A350 na companhia aérea Azul tem sido conturbada. O widebody foi encomendado no começo da década passada, quando a empresa planejava sua estreia internacional, mas perto de recebê-los, a Azul mudou de planos.

Em vez do imenso jato optou pelo menor e mais barato A330-900. Nessa época, algumas aeronaves chegaram a ser quase finalizadas pela Airbus, porém, acabaram indo voar por outras empresas.

O que parecia algo impossível aconteceu em meados de 2022: a Azul repensou sua estratégia e decidiu que iria operar esses widebodies, em meio ao reaquecimento da demanda por voos de longo curso.

Quatro A350-900 que estavam encostados durante a pandemia foram então associados à Azul. O primeiro deles, matrículua PR-AOY, pousou no Brasil em setembro de 2022, e o segundo, PR-AOW, em dezembro, e logo foram colocados na rota entre Campinas, seu maior hub, e Orlando, nos EUA.

A Airbus chegou a pintar partes de um A350 com as cores da Azul (Clément Alloing)
A Airbus chegou a pintar partes de um A350 com as cores da Azul antes da empresa desistir dele (Clément Alloing)

Em abril, a Azul lançou seu novo destino, Paris (Orly), e os dois A350 caíram como uma luva para atenderem a rota para a famosa cidade da Europa.

Enquanto isso, os outros dois jatos, que receberiam as matrículas PR-AOW e PR-AOZ, seguiam sendo preparados para entrega, embora a empresa nunca tenha confirmado que eles seriam de fato incluídos na frota.

Mudança de rota de novo

Em junho, no entanto, a situação dos A350 deu indícios de que iria mudar novamente. Os dois aviões que apareciam destinado à ela passaram a ser listados como futuras entregas para a Iberia, segundo o Planespotters.

Rumores cresceram na mesma época, dando conta que a Azul pretendia tirar os dois A350 de serviço em breve, em virtude do alto custo operacional. No lugar deles, a companhia voltaria a reforçar sua frota de A330-200.

A Azul recebe o Airbus A350-900 com festa: grande demais para ela? (Azul)

Entretanto, o mais avançado widebody da Airbus seguiu voando pela empresa aérea brasileira. Em outubro chegou a ser recolocado nos voos para Orlando, mas atualmente faz a rota Campinas-Paris diariamente.

Um dos jatos, PR-AOY, sofreu uma pane em meados de novembro e ficou fora de serviço por vários dias, mas estava programado para assumir o voo para Paris nesta quinta-feira, 7 de dezembro.

Fim de linha em janeiro?

Apesar disso, o futuro do A350 na Azul parece ser mesmo sair de cena. Segundo dados de slots do Aeroporto de Viracopos, a aeronave não tem mais voos confirmados a partir de 23 de janeiro de 2024.

O A330-200 é cogitado como substituto do A350 (Daniel Torres/CC BY-NC 2.0)

No dia seguinte a essa data, a Azul indica que usará apenas seus A330-200 e A330-900 no voo para Paris. Se confirmado , será a despedida dos 334 assentos e do conforto e tecnologia do A350.

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Será o fim da curta carreira do A350 na Azul? Provavelmente, mas é sensato esperar os próximos desdobramentos para ter certeza disso. A relação da empresa aérea com a aeronave parece que sempre nos reserva surpresas.

 

 

 

 

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  1. Triste isso mas fazer o que né. Daqui um tempo a Azul terá que trocar os A330-200 e acho que fará novas encomendas da versão -900 se o A350 for pro saco mesmo

  2. avião caro d+ para Brasil, e de fato ainda não cabe no “bico” da 🟦
    787 também é caro, mais como a Latam tem volume inter, bem como 777 então os custos se diluem.
    a330/350 tem motores diferentes, seriam 3 tipos de Rolls Royce numa frota de 2 carteiras de pilotos (A330ceo/A330neo/A350)?
    e outra: classe executiva fraquinha, aeroportos alternativos (ORY, FLL, MCO) o público que paga classe executiva quer os mais business como JFK, FRA, CDG, LHR… verdadeiras babas!
    quando a azul entrará numa Star Alliance, SkyTeam ou oneworld? tem cacife pra manter uma jóia de 5 milhões de dólares no mínimo ?

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