(Embraer)

A Embraer agora oferece soluções para adaptar sua linha de aeronaves de passageiros para transportar cargas, um serviço que vem apresentando uma crescente demanda nos últimos meses devido à pandemia da Covid-19.

“Os engenheiros da Embraer aceitaram o desafio quando os clientes perguntaram se conseguiriam encontrar uma maneira das aeronaves comerciais transportarem carga na cabine de passageiros”, explicou Johann Bordais, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte.

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) concedeu isenção para o transporte de carga adicional em aeronaves de passageiros da Embraer. Com a autorização, a fabricante publicou Disposições Técnicas que explicam como acomodar a carga na cabine dos jatos comerciais ERJ-145 e de E-Jets, incluindo nos novos E-Jets E2. Um Boletim de Serviço também está disponível para o turboélice EMB-120 Brasília.

Além de possibilitar o transporte de cargas menores nos compartimentos de bagagem acima dos assentos, itens maiores também podem ser transportados nos assentos, respeitadas as restrições. A capacidade de carga útil é significativa. Por exemplo, um jato E190 de 96 lugares totalmente carregado pode transportar três toneladas métricas de carga na cabine, além da carga do bagageiro inferior. Já um E195 de 118 lugares, pode transportar até 3,75 toneladas métricas.

Os clientes podem optar por uma configuração de frete montada no piso caso a carga transportada não caiba nos assentos para passageiros. Essa solução permite a remoção de até 70% dos assentos, com as demais áreas acomodando itens no piso da cabine. A carga deve estar contida em uma rede de proteção previamente aprovada, que é fixada aos trilhos interno e externo dos assentos. Esta solução já foi desenvolvida para um jato E195 de primeira geração, para a Azul Cargo, no Brasil.

A capacidade de carga útil da cabine do ERJ145 é de até 800 quilos e a do E190-E2 de até 2,36 toneladas. Para clientes que precisam de ainda mais capacidade, a Embraer pode oferecer um Boletim de Serviço para configurações completas de carga, como, por exemplo, no EMB 120. Essas configurações oferecem aos operadores a flexibilidade de transportar itens de carga maiores montados no piso na cabine.

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