A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou neste domingo (29) o maior deslocamento já realizado com seus caças F-39 Gripen ao enviar seis aeronaves para o Exercício Multinacional Salitre 2026, no Chile. O destacamento representa mais da metade dos 11 Gripen atualmente em operação na FAB.

Realizado entre 29 de junho e 11 de julho na Base Aérea de Cerro Moreno, em Antofagasta, o Salitre é um dos principais exercícios aéreos da América do Sul e reúne forças aéreas da região em um cenário de guerra convencional, com operações planejadas segundo padrões da OTAN.

Esta é a primeira participação internacional do Gripen brasileiro desde sua entrada em serviço. Durante o exercício, os F-39 do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) atuarão em missões de defesa aérea, protegendo aeronaves da coalizão contra ameaças simuladas.

Além dos seis caças, a FAB empregou dois aviões de transporte KC-390 Millennium para levar pessoal e equipamentos ao Chile. A delegação brasileira reúne cerca de 60 militares e quatro técnicos da Saab, fabricante do Gripen.

Segundo o tenente-coronel aviador Vítor Cabral Bombonato, comandante do Esquadrão Jaguar, o treinamento permitirá aos pilotos operar em missões aéreas compostas por um grande número de aeronaves, aperfeiçoando técnicas, táticas e procedimentos em um ambiente multinacional.

O KC-390 da FAB (Embraer)
O KC-390 da FAB (Embraer)

Organizado pela Força Aérea do Chile desde 2004, o Salitre reúne nesta edição aeronaves de Chile, Brasil, Estados Unidos, Argentina, Colômbia e Paraguai, além de observadores internacionais e militares do Reino Unido.

O cenário simulado prevê uma coalizão internacional atuando para restabelecer a paz entre países em conflito e garantir corredores para ajuda humanitária. As missões incluem combate aéreo, escolta, supressão de defesas antiaéreas, apoio aéreo aproximado, operações de forças especiais, busca e salvamento em combate e ataques cibernéticos.

Além dos Gripen brasileiros, participam do exercício caças F-16 Fighting Falcon da Força Aérea do Chile e dos Estados Unidos, F-5 Tigre III chilenos, aviões IA-63 Pampa da Argentina, A-29 Super Tucano do Chile, Colômbia e Paraguai, aeronaves de vigilância MQ-9 Reaper e U-28 Draco norte-americanas, além de helicópteros UH-60 Black Hawk e AH-60 Arpía IV colombianos.

Para a FAB, o exercício também representa uma oportunidade de ampliar a interoperabilidade com forças aéreas da região e validar o emprego do Gripen em operações combinadas fora do território brasileiro.