Programa E190-E2 da Embraer é eleito o melhor projeto do ano

Desenvolvimento da nova família de aeronaves da Embraer recebeu o prêmio Project of the Year 2019 da PMI, associação internacional que reúne profissionais de gestão de projetos
O E190-E2 terá alcance de até 2.800 km; a primeira entrega é prevista para 2018 (Embraer)
O E190-E2 terá alcance de até 2.800 km; a primeira entrega é prevista para 2018 (Embraer)
A Embraer exibiu o E190-E2 em Farnborough com uma pintura especial (Embraer)
A Embraer exibiu o E190-E2 em Farnborough com uma pintura especial (Embraer)

O desenvolvimento do programa E190-E2 da Embraer recebeu o prêmio Project of the Year 2019 (Projeto do Ano 2019) da Project Management Institute (PMI), associação internacional que reúne profissionais de gerenciamento de projetos. A premiação foi realizada no sábado (5) na Filadélfia, nos EUA. Essa também foi a primeira vez que a fabricante brasileira foi premiada pela PMI, que neste ano completa 50 anos de atividades.

A associação classificou o programa E2 como “extremamente complexo” e elogiou a capacidade da Embraer em conseguir terminar o projeto antes do cronograma original, dentro do orçamento e com especificações melhores e mais competitivas que as previstas inicialmente.

A Embraer lançou o programa E2 em novembro de 2013 durante o Paris Air Show e a primeira aeronave de nova geração, um E190-E2, foi entregue em abril de 2018. Recentemente, a fabricante também entregou o primeiro E195-E2 à Azul e o próximo modelo da série, o E175-E2, deve chegar ao mercado em 2021. O projeto é avaliado em US$ 1,7 bilhão.

“A Embraer construiu uma herança desafiando o impossível, começando com o sonho de produzir aviões em um país que nem fabricava bicicletas. Essa paixão foi passada de geração em geração e, 50 anos depois, a equipe do E2 provou que é possível sonhar alto e desenvolver um novo jato comercial de alta tecnologia, superando até as mais altas expectativas com um cronograma curto, orçamento limitado e uma especificação de referência ”, disse Fernando Antonio Oliveira, diretor do programa E2 da Embraer.

O prêmio da PMI avalia projetos de grande porte com orçamentos acima de US$ 100 milhões quem demonstram o melhor desempenho em práticas de gerenciamento de projeto e impactos positivos na sociedade.

Além da família de aeronaves E2 da Embraer, também concorreram na final da premiação o projeto Azur, de renovação do metrô de Montreal, no Canadá, desenvolvido pela New Montréal Métro cars e a Société de Transport de Montréal, e a expansão da exploração offshore de óleo e gás em Bassein, na Índia, promovido pela L&T Hydrocarbon Engineering.

Veja mais: Parceria entre Boeing e Embraer preocupa União Europeia

Total
0
Shares
7 comments
  1. Muito interessante esse premio. Então porque os A220 vendem e os Embraer não? Empresas não vivem prêmios mas de projetos consolidados

  2. Joaquim, até hoje não vi nada de positivo neste negócio , muito pelo contrário, a boing colocou a Embraer em dificuldades com as ações despencando, e os pedidos dos e2 quase parado, o que você está vendo de positivo? Será que estou maluco ou você está querendo salvar o ego do seu querido amado e perfumado bonsonaro.

  3. Só que agora é da Boeing. Aliás, isso é só mais uma prova de que a Embraer não iria perder a liderança na aviação comercial média e não precisava se suicidar…

  4. É Joaquim, o Lopes tem razão! Como eu comentei, o A220 está tomando o espaço que era da Embraer, mesmo provando que é um produto superior, como demonstrado nesta matéria. O fundador da Azul, comprou um monte dos A220; a Ethiopian e a Interjet também estão em vias de comprar também. O que está acontecendo, pois antes da Boeing, a Embraer não tinha estes problemas? Se bem que sem a Boeing, sozinha a Embraer iria perder espaço por causa no Know hall da Airbus, diziem os especialistas. Agora não dá pra não relacionar uma coisa à outra: A Embraer está perdendo espaço após união com a Boeing! Não sei prever o que o tempo vai dizer, mesmo porque não sou especialista, mas espero que os E2 alcancem as metas de vendas tão esperadas! (E o Bolsonaro continua querido e amdado!! rsrsrs)

  5. Lopes, procure ver as vendas do A220 em relação ao programa E2 e verá que a união entre a Boeing e a Embraer, mesmo a contragosto, seria a única solução para ambas. Não se esqueça de que os russos e chineses vão entrar de maneira agressiva no mercado e, por favor, não venha com as mesmas desculpas de muitos de que os produtos chineses e russos não prestam. Antes de criticar procure se informar sobre essas novas aeronaves.

Comments are closed.

Previous Post

Parceria entre Boeing e Embraer preocupa União Europeia

Next Post

Airbus pode vender o A220 para as companhias Ethiopian e Interjet

Related Posts