United Airlines escolhe o A321XLR para substituir seus Boeing 757

Com pedido firme de 50 aeronanves, companhia aérea é a terceira nos EUA a encomendar o jato de longo alcance da Airbus
A United é a terceira companhia aérea dos EUA a optar pelo A321XLR, colocando pressão sobre a Boeing (Airbus)
A United é a terceira companhia aérea dos EUA a optar pelo A321XLR, colocando pressão sobre a Boeing (Airbus)

A Airbus anunciou nesta quarta-feira (04) uma encomenda firme de 50 jatos A321XLR com a United Airlines. Com capacidade para até 240 passageiros, os aviões da Airbus começarão a ser entregues em 2024 e substituirão parte da frota de Boeing 757 – a companhia aérea dos EUA possui atualmente 74 jatos desse modelo, 53 da versão -200 e 21 da rara variante -300, de maior capacidade.

“A nova aeronave Airbus A321XLR é um substituto ideal para as aeronaves mais antigas e menos eficientes que operam atualmente entre algumas das cidades mais importantes da nossa rede intercontinental”, afirmou Andrew Nocella, vice-presidente executivo e diretor comercial da United. “Além de fortalecer nossa capacidade de voar com mais eficiência, o A321XLR abre novos destinos em potencial para desenvolver ainda mais nossa rede de rotas e oferecer aos clientes mais opções para viajar pelo mundo”, completou.

“Estamos muito satisfeitos em nos reencontrar com nossos amigos em Chicago e agradecer a eles por sua confiança. A escolha do A321XLR pela United Airlines é um reconhecimento do alcance, carga útil e eficiência de combustível que a Airbus incorporou a esta aeronave de última geração ”, disse Christian Scherer, diretor comercial da Airbus. “A excepcional versatilidade e desempenho do A321XLR permitem novas eficiências operacionais que fluem para os resultados da companhia aérea”.

Segundo a Airbus, a United Airlines pretende colocar parte dos A321XLR em rotas transatlânticas a partir de 2025. Com autonomia de 4.700 milhas náuticas (8.700 km), a variante de longe alcance do A321 é capaz de operar em rotas que antes só eram possíveis com widebodies.

Boeing 757 da United Airlines: companhia opera mais de 70 aviões com idade média de quase 22 anos (Craig Sunter)

Mais pressão sobre a Boeing

A nova encomenda de uma companhia aérea dos EUA coloca mais pressão sobre a Boeing que tem visto sua rival europeia abrir uma enorme vantagem em encomendas enquanto ela luta para recolocar o 737 MAX de volta ao serviço. Desde que o A321XLR foi anunciado, a American Airlines e a JetBlue tornaram-se clientes do modelo.

E não será um absurdo se a Delta Air Lines decidir o mesmo afinal a empresa tem fechado mais acordos com a Airbus nos últimos anos, incluindo a primeira compra do A220, menor jato da fabricante.

Apesar disso, a United Airlines é também umas das principais clientes do 737 MAX 10, a maior versão já criada do jato de um corredor e que acaba de ser apresentada. Mas o avião da Boeing não chega nem perto de oferecer um alcance e capacidade de passageiros semelhante ao A321XLR. São no máximo 230 lugares e um alcance de 3.300 milhas náuticas (6.110 km) na melhor das hipóteses.

Para fazer frente ao avanço do A321XLR, a Boeing estuda o NMA, um pequeno widebody que faria a transição entre o 737 e o 787, mas rumores recentes têm indicado que a fabricante teria mudado de ideia e agora planeja lançar um novo jato de um corredor, batizado internamente de FSA (Future Small Airplane). Qualquer que seja a decisão da Boeing, fato é que esse futuro jato ainda levará muito tempo para chegar ao mercado e isso torna o avião da Airbus ainda mais atraente.

O A321XLR nas cores da American Airlines: sem opção na Boeing, o jeito é optar pelo fabricante europeu (Airbus)

Veja também: Airbus A321XLR continua atraindo mais companhias aéreas

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JOÃO JOSÉ DE OLIVEIRA DO NASCIMENTOE

A Boeing vai ter que recorrer a Turma da Embraer para projetar um novo avião para fazer frente a Airbus, visto que nossos engenheiros são expert’s em projetos inovadores….

Dario Lemos
Dario Lemos
2 anos atrás

Nossa, que comentário sem noção de sua parte, hein! Não se esqueça, a Embraer tem sua experiência focada em aeronaves regionais e não naquelas com alcance transoceânicos.

Darci Edson de Marco
Darci Edson de Marco
2 anos atrás

Enquanto a Boeing se preocupar em se apoderar da Embraer e outras mundo afora,e não cuidar de si própria a Airbus vai desfilando,adquiriu parte da Bombardier esquecer de si própria.

Julio Cordeiro
Julio Cordeiro
2 anos atrás

Cruzar o Atlântico em uma aeronave de corredor único? Não sou claustrofóbico, mas me parece extremamente apertado para um voo tão longo…um executivo da Lufthansa já disse que sua empresa não acha essa uma opção razoável para o passageiro.

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