Os novos Hercules do Uruguai foram adquiridos usados da força aérea espanhola (Chris Lofting)

O Ministro da Defesa do Uruguai, Javier García, anunciou nesta terça-feira, 8 de setembro, a aquisição de duas aeronaves C-130H Hercules para equipar a força aérea uruguaia (FAU). As aeronaves de segunda mão foram compradas da Espanha por 21 milhões de euros (cerca de R$ 131 milhões) e devem chegar ao país até o final deste ano.

Essas aeronaves, fabricadas na década de 1980, vão substituir o par de cargueiros Hercules da FAU produzidos há quase 60 anos e adquiridos de estoques dos EUA em 1992. Segundo o ministro uruguaio, os aviões comprados da Espanha estão em condições de voo e contém uma grande quantidade de equipamentos atualizados, além de uma vida útil estimada entre 25 e 30 anos.

García ainda aproveitou o anúncio da compra dos cargueiros para criticar a administração anterior do governo uruguaio. De acordo com o ministro, o país estava analisando outras opções de aeronaves que custariam mais caro aos cofres do país. Os aviões aventados pela FAU nos últimos anos foram o CASA/Airbus C-295 e o chinês Shaanxi Y-8.

Uruguai em busca de caças

A Força Aérea Uruguaia está em busca de um novo avião de combate há quase 10 anos. A tarefa de proteger os céus do país com 177.215 km² de extensão territorial cabe aos veteranos jatos Ceesna A-37B Dragonfly, que estão chegando ao fim de sua vida operacional. O Uruguai é um dos últimos operadores do A-37, uma aeronave concebida no início dos anos 1960.

A força aérea do Uruguai é um dos últimos operados do Cessna A-37 Dragonfly (Chris Lofting)

A primeira oferta para renovar a frota de interceptação da FAU veio da Rússia. Em 2013, a Sukhoi ofereceu 18 caças Su-30 usados. Outra opção oferecidas pelos russos foi o jato leve Yak-130, que chegou a ser testado por pilotos uruguaios. Porém, as negociações não foram adiante.

Em agosto de 2014, o governo uruguaio discutiu uma possível compra de 10 caças F-5 Tiger II da força aérea da Suíça, além de peças de reposição, motores e treinamento de pilotos. Mais uma vez, não houve um acordo definido entre os dois países.

Fundada em 1953, a força aérea uruguaia nunca operou uma aeronave supersônica. O último caça “puro sangue” e o avião mais rápido que voou com as cores do país foi o Lockheed F-80C Shooting Star, entre 1958 e 1970, que podia alcançar quase 1.000 km/h.

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