Aviadora indiana está sendo preparada para voar no Rafale

Tenente Shivangi Singh, uma das 10 pilotos mulheres da força aérea indiana, será treinada para voar no novo caça francês
Tenente Shivangi Singh
A tenente Shivangi vai deixar o posto dos velhos MiG-21 para voar no Rafale (IAF)

A tenente Shivangi Singh, uma das três pilotos de caça da Índia, está sendo treinada para pilotar o mais novo caça em serviço no país, o Dassault Rafale, informaram as autoridades indianas nesta semana.

Segundo a mídia local, que vem chamando a piloto de “Golden Girl”, ela está passando por um treinamento de conversão para voar no jato francês e em breve se juntará ao 17° esquadrão da IAF em Ambala, conhecido como “Golden Arrows” (Flecas Douradas) e que nos últimos meses opera em seu mais alto estado de alerta, em meio as tensões na fronteira com a China.

A tenente Shivangi  ingressou na força aérea indiana (IAF) em 2017 e atualmente é habilitada para voar nos jatos MiG-21. Ela é uma das 10 pilotos mulheres da IAF.

Diferentemente do exército e a marinha, a força aérea indiana permite o ingresso de mulheres em todas as funções, incluindo posições de combate. As primeiras pilotos da IAF foram formadas em 1994, mas liberação para elas voarem em caças foi concedida apenas em 2015.

Dassault Rafale - Força Aérea Indiana
A Índia encomendou 36 caças Rafale; os cinco primeiros jatos chegaram ao país recentemente (Tim Felce)

No exército indiano, mulheres são proibidas de assumirem posições nos grupos de infantaria e de veículos blindados, e na marinha elas não podem embarcar em navios militares, restrição que será derrubada nos próximos meses.

As subtenentes Kumudini Tyagi e Riti Singh, ambas pilotos de helicóptero da marinha, serão as primeiras aviadoras navais da Índia e poderão operar e permanecer a bordo das embarcações de guerra.

Reforço indiano

Os cinco primeiros caças Rafale da força aérea indiana entraram em serviço no começo de setembro. A Índia encomendou um total de 36 jatos de combate da Dassault no final de 2016 por 7,9 bilhões de euro (R$ 50 bilhões na cotação atual).

Quatro caças adicionais serão recebidos na base aérea de Ambala em outubro e outros nove jatos necessárias para completar o esquadrão (de 18 caças) têm entrega prevista para meados de 2021, de acordo com a IAF.

O segundo esquadrão indiano de caças Rafale, que ficará baseado em Hasimara, no leste da Índia, também será composto por 18 aeronaves. As entregas desse lote será concluída até o final de 2022.

Mais caças

Além da introdução dos Rafale, o governo indiano anunciou recentemente a compra de 33 caças russos, sendo 21 modelos MiG-29 e outros 12 Sukhoi Su-30, que serão montados no país pela Hindustan Aeronautics (HAL).

HAL Tejas
O caça indiano HAL Tejas (Venkat Mangudi)

A Índia possui uma das frotas de caças mais diversificadas do mundo, com quase 600 aeronaves em serviço. Da Rússia, os indianos compraram os caças Su-30, MiG-29 e MiG-21, enquanto a França forneceu os modelos Mirage 2000, SAPECAT Jaguar e agora o Rafale. O HAL Tejas, produzido localmente, ainda está em fase de implementação na força aérea e futuramente também terá uma versão para operações em porta-aviões.

Nota do editor: Em tempo, a primeira piloto mulher que pilotou o Rafale foi a Capitão Claire Mérouze, da força aérea francesa, em 2017.  

Veja mais: Porta-aviões britânico reúne a maior frota embarcada de caças F-35B

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