Embaixador brasileiro busca viabilizar venda de aviões da Embraer na Bielorrússia

Bernard Jorg Leopold de Garcia Klingle afirmou em entrevista que mais de 60% das peças dos jatos da empresa são fabricadas no exterior e sujeitas a sanções. País tem apoiado a Rússia na invasão à Ucrânia
O primeiro E195-E2 da Belavia (Embraer)

O governo brasileiro pretende buscar uma solução que viabilize a venda de aeronaves da Embraer para a Bielorússia, disse o embaixador no país, Bernard Jorg Leopold de Garcia Klingle, em entrevista à mídia local.

O representante do Brasil teve um encontro com o presidente bielorrusso, Aleksandr Lukashenko, no início do mês, para tratar de vários assuntos, sobretudo o fornecimento de fertilizantes para o agronegócio.

Siga o AIRWAY nas redes: Facebook | LinkedIn | Youtube | Instagram | Twitter

Garcia Klingle, no entanto, foi questionado sobre os aviões da Embraer. Atualmente a Belavia, companhia aérea de bandeira do país, opera com cinco E-Jets – um E175 e quatro E195 -, mas há pouco tempo havia alugado três novos E195-E2, que acabaram devolvidos ao arrendador.

O embaixador brasileiro observou que as sanções de países ocidentais impedem que aeronaves da Embraer possam ser vendidas à Bielorrússia (o país apoia a Rússia na invasão à Ucrânia) e que esse cenário não deve mudar em breve.

O embaixador brasileiro (à esquerda) em encontro com o presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko (GB)

“Mais de 60% das peças utilizadas pela empresa na produção são produzidas por outros países, inclusive os Estados Unidos, alguns dos quais sujeitos a sanções. Portanto, ainda é difícil falar sobre o que nos espera em um futuro próximo”, explicou o diplomata.

O embaixador, no entanto, afirmou que o governo brasileiro fará esforços para “buscar uma solução para esse problema”.

Um dos três jatos E195-E2 da Belavia

Sanções levaram jatos E2

A Belavia tornou-se cliente da Embraer em 2014 quando recebeu seus primeiros E-Jets. Em fevereiro de 2020, a companhia aérea anunciou um acordo com a AerCap para arrendar três E195-E2, a maior variante da família.

O primeiro jato foi entregue em dezembro do mesmo ano, mas em 2021, a AerCap recuperou os três aviões e os enviou ao Cazaquistão.

O motivo foram as sanções impostas ao governo de Lukashenko após um Boeing 737 da Ryanair ter sido obrigado a pousar no país para que um jornalista crítico ao regime fosse preso.

Os três E195-E2 operam atualmente na companhia aérea TUI Fly da Bélgica.

Total
0
Shares
1 comment
  1. Mais uma vez o país na contramão da grande maioria dos países. Procuram vender para países em dificuldade financeira, não confiáveis e as possibilidades de se tomar calote são enormes. Mas o povo brasileiro paga com prazer. Só sendo inocente ou ignorante demais para acreditar nas falácias de um regime desta natureza.

Comments are closed.

Previous Post

Força Aérea dos EUA anuncia investimento em aeronave de transporte com fuselagem em formato de asa

Next Post

Boeing planeja fábrica “secreta” em St. Louis

Related Posts
Total
0
Share