Embaixador brasileiro busca viabilizar venda de aviões da Embraer na Bielorrússia

Bernard Jorg Leopold de Garcia Klingle afirmou em entrevista que mais de 60% das peças dos jatos da empresa são fabricadas no exterior e sujeitas a sanções. País tem apoiado a Rússia na invasão à Ucrânia
O primeiro E195-E2 da Belavia (Embraer)

O governo brasileiro pretende buscar uma solução que viabilize a venda de aeronaves da Embraer para a Bielorússia, disse o embaixador no país, Bernard Jorg Leopold de Garcia Klingle, em entrevista à mídia local.

O representante do Brasil teve um encontro com o presidente bielorrusso, Aleksandr Lukashenko, no início do mês, para tratar de vários assuntos, sobretudo o fornecimento de fertilizantes para o agronegócio.

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Garcia Klingle, no entanto, foi questionado sobre os aviões da Embraer. Atualmente a Belavia, companhia aérea de bandeira do país, opera com cinco E-Jets – um E175 e quatro E195 -, mas há pouco tempo havia alugado três novos E195-E2, que acabaram devolvidos ao arrendador.

O embaixador brasileiro observou que as sanções de países ocidentais impedem que aeronaves da Embraer possam ser vendidas à Bielorrússia (o país apoia a Rússia na invasão à Ucrânia) e que esse cenário não deve mudar em breve.

O embaixador brasileiro (à esquerda) em encontro com o presidente da Bielorrússia, Aleksandr Lukashenko (GB)

“Mais de 60% das peças utilizadas pela empresa na produção são produzidas por outros países, inclusive os Estados Unidos, alguns dos quais sujeitos a sanções. Portanto, ainda é difícil falar sobre o que nos espera em um futuro próximo”, explicou o diplomata.

O embaixador, no entanto, afirmou que o governo brasileiro fará esforços para “buscar uma solução para esse problema”.

Um dos três jatos E195-E2 da Belavia

Sanções levaram jatos E2

A Belavia tornou-se cliente da Embraer em 2014 quando recebeu seus primeiros E-Jets. Em fevereiro de 2020, a companhia aérea anunciou um acordo com a AerCap para arrendar três E195-E2, a maior variante da família.

O primeiro jato foi entregue em dezembro do mesmo ano, mas em 2021, a AerCap recuperou os três aviões e os enviou ao Cazaquistão.

O motivo foram as sanções impostas ao governo de Lukashenko após um Boeing 737 da Ryanair ter sido obrigado a pousar no país para que um jornalista crítico ao regime fosse preso.

Os três E195-E2 operam atualmente na companhia aérea TUI Fly da Bélgica.

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  1. Mais uma vez o país na contramão da grande maioria dos países. Procuram vender para países em dificuldade financeira, não confiáveis e as possibilidades de se tomar calote são enormes. Mas o povo brasileiro paga com prazer. Só sendo inocente ou ignorante demais para acreditar nas falácias de um regime desta natureza.

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