Governo brasileiro diz que comprará dois A330 para a FAB

Em live, presidente Jair Bolsonaro anunciou futura compra de cargueiros ‘A230’ com recursos recuperados de casos de corrupção
Airbus A330 MRTT
Versão militar do A330, o MRTT (Airbus)

A Força Aérea Brasileira deverá contar com dois jatos widebodies A330 cargueiros num futuro breve para serem usados em missões que hoje carecem de aeronaves de grande porte, como no caso do transporte de cilindros de oxigênio para Manaus por conta da crise da pandemia.

A informação, pouco clara, foi revelada pelo presidente Jair Bolsonaro em transmissão ao vivo na internet nesta quinta-feira. “Numa dessas traquinagens do passado estão vindo 500 milhões para nós. E estamos buscando uma maneira de atender a Força Aérea, são dois aviões de carga…A230? São dois aviões de carga que nós não temos. Olha a dificuldade que nós tivemos para levar oxigênio para Manaus”, afirmou o mandatário.

Bolsonaro afirmou antes que a Advocacia-Geral da União está buscando reaver recursos desviados em casos de corrupção, daí a citação dos R$ 500 milhões, mas sem especificar origem ou uma previsão de quando esses aviões serão adquiridos.

Atualmente, a Força Aérea tem utilizado seus aviões de transporte KC-390, C-130, C-105, entre outros, para levar suprimentos para os estados, mas a pequena capacidade acaba se tornando uma dificuldade logística.

Desde 2018, a FAB não possui um jato de grande porte para transporte, quando o contrato de leasing de um Boeing 767-300 foi concluído. A força tenta desde 2013 adquirir substitutos para os quatro KC-137 desativados naquele ano, mas a concorrência KC-X2, vencida pela empresa israelense IAI para conversão de dois 767 acabou não sendo levada à frente.

A Rio 2016 também marcou a estreia do novo cargueiro C-767, de transporte logístico (FAB)
Desde 2018, a FAB não conta com um jato widebody para transporte, após a devolução do único C-767 (FAB)

Anos atrás, a Força Aérea tentou adquirir outro Boeing 767, mas a licitação foi alterada para um contrato de leasing. O edital acabou barrado por conta dos custos de aluguel serem praticamente equivalente ao de uma compra do mesmo avião.

A citação do modelo A330 feita por Bolsonaro parece sugerir a versão militar da aeronave da Airbus, chamada de MRTT (Multi Role Tanker Transport), porém, trata-se de um jato muito caro, com preço unitário que pode chegar a US$ 300 milhões.

Mesmo a compra de A330 usados depende da demanda e oferta. No ano passado, o governo francês adquiriu três jatos usados por 200 milhões de euros (R$ 1,32 bilhão) para serem convertidos para o padrão MRTT.

Veja também: Pilotos da FAB iniciam curso para voar o Gripen

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