A versão sueca do Gripen NG voou pela primeira vez em junho deste ano (SAAB)

Atualmente, a Saab está desenvolvendo o caça Gripen E/F em parceria com empresas do Brasil (SAAB)

No último sábado, 18, os governos da Suécia e do Reino Unido assinaram um Memorando de Entedimento (MoU) referente à cooperação entre os dois países para projetarem “futuros sistemas aéreos de combate”, FCAS na sigla em inglês.

Parlamentares suecos e britânicos vêm indicando desde 2019 que os dois países podem unir forças para desenvolver um caça de nova geração ou então desenvolver evoluções para aeronaves atuais, casos dos caças Gripen operados na Suécia e o Typhoon, do Reino Unido.

Em comunicado, a fabricante sueca Saab diz que o acordo entre as duas nações é “um ponto de partida para explorar a oportunidade de desenvolvimento conjunto de um FCAS, que também será apresentado no desenvolvimento a longo prazo de plataformas existentes, incluindo o Gripen”.

Embora ainda não tenha recebido um pedido relacionado ao MoU, a Saab anunciou um investimento de 50 milhões de libras esterlinas para a criação de um “centro de excelência” no Reino Unido onde serão realizados estudos sobre o FCAS.

Antes da assinatura do MoU, a Saab diz que trabalhou com parceiros da indústria britânica, como BAE Systems, Leonardo UK e a Rolls Royce em um estudo de viabilidade sobre futuros sistemas aéreos de combate e concluiu que sinergias entre as empresas proporcionariam uma “base sólida para o desenvolvimento da base industrial e tecnológica necessária”.

Mocape do Tempest, projeto de caça de quinta geração que é estudado no Reino Unido (Divulgação)

“Ao longo de nossa história, a Saab conduziu continuamente estudos e pesquisas de conceitos e tecnologias futuras, o que nos permitiu permanecer na vanguarda. A cooperação internacional faz parte da estratégia de crescimento da Saab e a colaboração com as indústrias britânicas representa essa maneira de trabalhar também em relação ao futuro”, comentou Håkan Buskhe, presidente e CEO da Saab.

O MoU não implica compromissos de longo prazo entre os países, mas visa permitir posições futuras. Também não impede que os países se envolvam em estudos e análises semelhantes com outros parceiros internacionais.

O contrato será válido por dez anos, o que segundo o Ministério da Defesa da Suécia é considerado suficiente para realizar os estudos sobre o programa. Se e quando os suecos decidirem iniciar totalmente um projeto bilateral de desenvolvimento e compras, serão necessários acordos adicionais e mais detalhados.

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