TAM aposenta A330, jato que lançou seus voos internacionais

Companhia operou 12 modelos Airbus A330 entre 1998 e 2016; jatos serão substituídos pelos novos A350 e Boeing 787 do Grupo Latam
A TAM operou com 12 jatos Airbus A330 nos últimos 18 anos (Tam)
A TAM operou com 12 jatos Airbus A330 nos últimos 18 anos (Tam)
A TAM operou com 12 jatos Airbus A330 nos últimos 18 anos (Tam)
A TAM operou com 12 jatos Airbus A330 nos últimos 18 anos (Tam)

O aeroporto internacional de Guarulhos (Cumbica), em São Paulo, recebeu nessa segunda-feira (3) o último voo comercial de uma aeronave Airbus A330 da companhia aérea Tam. A operação foi realizada pelo modelo com prefixo PT-MVQ, adquirido pela empresa em 2008, que cumpriu a rota Cidade do México – São Paulo.

O A330 foi a aeronave que inaugurou as rotas internacionais de longo curso da Tam, em 1998. Ao todo, a empresa contou com 12 aparelhos desse tipo (todos modelos A330-200) em quase 18 anos de operação. A companhia ainda vai manter o jato da Airbus na “reserva” por mais alguns meses e ele poderá ser acionado excepcionalmente em casos de necessidade.

Os jatos desativados serão substituídos pelos novos Airbus A350 XWB e também por modelos Boeing 787, já como parte da reformulação prevista pelo Grupo Latam Airlines, que reúne a Tam e Lan Chile – nos próximos anos, aeronaves das suas empresas vão compartilhar a mesma identidade visual e o nome Latam Airlines.

De volta ao passado

Os dois primeiros A330 da TAM (PT-MVA e PT-MVB) chegaram ao Brasil em novembro de 1998 com direito a festa em Congonhas que contou com a participação de convidados e funcionários da empresa. E o Airway também estava lá!

Imagem do dia quando os dois primeiros A330 da Tam chegaram a São Paulo (Airway)
Imagem do dia quando os dois primeiros A330 da Tam pousaram a São Paulo (Airway)

Literalmente, o aeroporto parou porque não pousavam aviões desse porte lá desde a transferência dos voos internacionais para Guarulhos em agosto de 1985.

Como sempre, o Comandante Rolim, fundador da Tam, quis inovar e batizou os aviões de “The Magic Red Carpet”, em referência ao tapete vermelho que era estendido nas portas das aeronaves da empresa. A pintura era uma nova versão da anterior, com a cauda azul e durou pouco tempo. No evento, Rolim trouxe até padres para benzer os dois jatos da Airbus

Comandante Rolim celebra a chegada dos A330, em 1998 (Airway)
Comandante Rolim (de braços erguidos) celebra a chegada do A330, em 1998 (Airway)

Quando chegou ao país, o A330 trazia como novidade telas individuais nos assentos e a companhia se esmerava em oferecer um serviço de bordo diferenciado, assim como ocorria nos voos locais. Rolim, no entanto, morreu menos de dois anos depois e não pode ver a Tam tornar-se a maior empresa brasileira a voar para o exterior.

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  1. A Tam operou com 22 A330, 20 novos (MVA/B/C/D/E/F/G/H/K/L/M/N/O/P/Q/R/S/T/U/V) e dois arrendados da Gulf Air (MSD e MSE), os únicos com motorização RR na Tam.

  2. Uma correção ao texto. Em Congonhas não operavam jatos widebody (e nem mesmo quadrimotores como os Boeing 707). Com o início da era dos grandes jatos (e dos voos sem escalas), os voos internacionais que partiam de CGH se limitaram aos países vizinhos, notadamente do Cone Sul, usando basicamente os Boeing 737. Não havia voos diretos transcontinentais partindo de CGH, privilégio que no estado de SP apenas Viracopos proporcionava. Era comum as companhias venderem voos para Europa e EUA que iniciavam em CGH com os Boeing 737 e no Galeão havia a conexão, com a transferência para os grandes jatos. Os A-330 possivelmente só puderam pousar em / decolar de CGH por estarem vazios e com pouco combustível.

  3. ERRAMOS. Fui fazer uma pesquisa mais aprofundada e realmente houve um caso de widebody operando em Congonhas: o A-300, que no Brasil voou com as cores da Varig, Cruzeiro e principalmente Vasp. Portanto eu errei. Contudo, a frase usada no texto pode levar o leitor ao erro, dando a entender que os voos internacionais que operavam em CGH em 1985 usavam os widebody da época (Boeing 747, DC-10 etc.) e teriam sido transferidos para GRU. O caso dos A-300 foi único na história de CGH e seu alcance inferior a 5 mil km desestimulava os voos intercontinentais, que na verdade foram transferidos de Viracopos (e depois do Galeão) para GRU, e não de Congonhas. Além disso, os A-300 voando nas cias. nacionais faziam voos domésticos, quase sempre. De todo modo, eu estava errado e vai a correção.

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