O A-29 Super Tucano, da Embraer em associação com a Sierra Nevada: encomenda (USAF)

A Sierra Nevada Corporation, parceira da Embraer nas vendas da aeronave de ataque A-29 Super Tucano, anunciou na semana passada um novo contrato com a Força Aérea dos EUA. A negociação, considerada uma “ação de contrato ainda não finalizada”, prevê a entrega do turboélice em 2021, mas não revela o número de aeronaves encomendadas. Segundo declarações dos militares americanos, deverão ser duas unidades apenas, assim como de seu rival, o AT-6 Wolverine.

“A SNC tem a honra de produzir e entregar o A-29, provado em combate, para a Força Aérea dos EUA”, disse Mark Williams, vice-presidente da SNC. “A Força Aérea dos EUA agora terá a oportunidade de implantar o A-29 em apoio às operações dos EUA e aliadas”. O contrato inclui treinamento de pilotos, equipamentos de suporte de solo, logística e peças de reposição, mas o valor também não foi tornado público.

A Sierra Nevada é parceira da Embraer nos EUA desde 2013 quando venceram uma concorrência da USAF para fornecer os Super Tucanos para o Afeganistão e desde então as duas empresas têm obtido mais encomendas para a aeronave de ataque leve e reconhecimento. Em 2019, o A-29 foi vendido para a Nigéria que receberá ao todo 12 unidades.

Segundo a empresa americana, os novos A-29 serão usados no Comando de Operações Especiais da Força Aérea. Com seu baixo custo de operação e versatilidade, o Super Tucano tem sido uma opção interessante para uso em missões contra grupo terroristas e guerrilhas.

Por essa razão, havia a expectativa de que a Força Aérea dos EUA faria uma grande encomenda de um dos rivais no programa OA-X, estimada em até 300 aviões. No entanto, o comando da força postergou a decisão e optou por usar fundos existentes para financiar a compra de dois aviões de cada finalista para seguir com avaliações.

Acordo militar com o Brasil

Neste fim de semana, os presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Brasil, Jair Bolsonaro, assinaram um acordo militar que prevê o acesso de empresas brasileiras ao mercado de defesa norte-americano.

Com isso, o Brasil terá acesso ao fundo “Teste e Avaliação de Desenvolvimento de Pesquisa”, utilizado para financiar programas conjuntos das forças armadas dos EUA. A expectativa é que os fabricantes de defesa brasileiros como a Embraer consigam participar de mais concorrências na América.

Os presidentes Trump e Bolsonaro: acordo na área militar pode facilitar negócios como os da Embraer (Governo do Brasil)

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